sábado, 26 de novembro de 2011

Exposto

Quero lhe dizer que te amo!

Te amo mais que o oxigênio de que preciso para viver. Viver sem você é o mesmo que não viver, logo, o oxigênio, que muitos consideram vital, deixa de ter importância. Vivo, apenas porque você existe! Não duvide, não ria, não sorria ironicamente destas palavras. Um dia vai lembrar que houve alguém que lhe amou, mais do que você mesma se ama. Alguém que renuncia-se, mas acredita na felicidade e luta por ela. Alguém que perdeu a vergonha de se expor, de dentro para fora. Prefiro que saiba da minha mais crua verdade. Abro minhas entranhas e exponho minhas víceras amorosas. Coloco minha alma numa bandeija de prata e lhe sirvo.

Mas quero que saiba, não quero ser escravo, capacho ou subserviente, para que me use. Não vim ao mundo para encontrar o amor e permitir que o usem em benefício próprio. Não abusará da minha boa vontade, pois não renuncio a minha individualidade, assim como não deve renunciar à sua. O amor que lhe declaro é de dentro de minha alma e esta não se conformaria de nunca ter tentado. Eu acabaria julgado como culpado por um juíz, o mais cruel que conheço, nestes casos, eu mesmo! Não haveiria onde me esconder!


Não quero compaixão ou dó, guarde estes sentimento para ajudar aos necessitados. Escrevo, não para que me aceite, mas para que conheça o que vai aqui dentro. Escrevo para desabafar, abrindo uma chaminé, por onde posso deixar escapar um pouco do calor. Me disseste tantos nãos que se disser sim, hoje terei dúvidas do motivo. Não porque acredito em amor à primeira vista, mas porque riu dos meus sentimentos, logo na primeira vez. Não porque eu duvide que possa amar, mas muito mais pela sua superficialidade humana. Mas amo mesmo assim.

Quando ler esta carta, muitas horas, ou dias, terão se passado! Quando ler esta carta, talvez fique em dúvida de quem a escreve. Talvez ria novamente! Mas saiba que quem lhe escreve nunca precisará se esconder da solidão! Eu a tenho onde a quero, na minha lembraça, na minha alma, calma e serena. Sempre que preciso, escrevo e exponho o que vai aqui. Lamento se isso lhe incomodar. Lamento se o calor que sai desta chaminé afeta a sua camada de ozônio, permitindo que o Sol a queime mais intensamente. O que escrevo lhe incomoda, não é o que sinto. Em meu caso o que sinto me incomoda, não o que escrevo.

Até um dia, até qualquer dia, até mais, até menos. Eu estou feliz e espero que esteja.

Caso queira usar todo ou parte deste texto, não se esqueça de mencionar o autor.

Texto de J.C.Hesse
Responsável por este blog
Atuando como Aux. Administrativo do Clube dos Novos Autores
Abraço.

3 comentários:

Amandio disse...

Boa tarde e um bom domingo JC Quando ler esta carta!
Muitas horas, ou dias terão se passado...
Bacana o texto e venho aqui em nome do CNA agradecer a visita e comentários desejando-lhe uma semana super produtiva!
Amandio Relações publicas http://clubnovosautores.blogspot.com/
Um abraço

Cesar S. Farias disse...

Amar é expor-se e não ocultar a nossa fragilidade diante de tão grandioso sentimento. Parabens.

Marli Carmen disse...

Oi, gostei muitíssimo do texto!!! Aproveito para desejar Boas Festas para vc e toda a sua linda família. Um grande beijo!!