quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Respostas e Decisões

"De que adianta saber a resposta se não sabe o que fazer com ela?"

Tenho insistido bastante nessa questão. E me baseio em acontecimentos pessoais, familiares e de algumas pessoas que conheço, as quais manterei no anonimato e já adianto que revisei este texto pelo menos duas vêzes, para garantir isso.

Vamos em frente, certa vez uma pessoa me perguntou o que eu sentia quanto ao meu pai, que naquela época bebia bastante, motivo pelo qual não está mais dentre os vivos. Minha resposta não poderia ser outra, mesmo não estando feliz respondi que eu o amava como ele era, mas foi uma resposta mecânica. Claro que o amava, mas a resposta não tinha convicção. Cuidei dele da maneira que pude e foi possível.

Os anos se passaram e a cada conquista pessoal, sempre dediquei a ele, que de certa forma passou-me valores e lições de vida imprescindíveis para que eu viesse a ser como sou, parece coisa de louco, mas não é! Entre os seus ensinamentos estava o de que temos que aprender principalmente na dificuldade, mas infalivelmente na vitória, pois é nela que estão as lições das derrotas anteriores e a certeza do caminho escolhido.

Hoje sei a resposta à pergunta feita a muitos anos atrás, EU AMO O MEU PAI ATÉ HOJE, SEMPRE AMEI! Hoje respondo com alegria, pois sei que do seu jeito, fêz o melhor. Ou seja, sei a resposta, mas ela carece de destino, espero que ele ainda me ouça.

Mas não desisto, sigo com as palavras boas e com os passos certos e errados que demos, tanto os dele como os meus. Sigo guiando meus passos de hoje para o futuro. Fazendo dos meus passos, os passos que tenho certeza de que ele também daria, ou pelo menos concordaria.


Saindo desta imerção pessoal ao passado, digo que também já conheci uma pessoa que foi questionada se estava feliz, tinha um bom emprego e uma ótima perspectiva de futuro profissional e a possibilidade de constituir família com uma outra pessoa, que sempre estaria ao seu lado. A resposta seria óbvia, mas esta pessoa queria mais.

E conseguiu, melhorou financeiramente, constituiu família, mas ainda achava pouco. O tempo passou e com ele, tudo se foi. Certo dia me disse que tinha a resposta sobre "se achava ser feliz". Disse-me que só percebeu que tivera mais que o suficiente para ser feliz e não soube dar valor, quando tinha, até ter perdido tudo. Ou seja, ele tinha a resposta, mas de nada adiantava tê-la. Só pude dizer a esta pessoa que aprendesse com a lição e utilizasse a resposta para evoluir como pessoa. E que provavelmente ele já possuia a resposta para a próxima pergunta, "o que fazer agora?".


E você, tem dúvidas se deve dizer que ama, que é feliz com o que tem, de correr e abraçar alguém, mesmo que um(a) amigo(a), irmão, irmã ou qualquer parente?

Se tem dúvida, "faça", pois teu medo e tua vergonha estão escondendo um ser maravilhoso, acredite, quando der o primeiro passo, ele será sincero. Saiba também que o próximo instante pode ser decisivo e este nunca mais vai voltar. Quer um exemplo, talvez tenha levado um ou dois minutos até este ponto do texto, aquele momento em que começou a ler este texto nunca mais vai voltar. O que vai fazer com as respostas que obteve até hoje poderão fazer uma tremenda mudança em sua vida, mas precisa saber como usá-las. 

Amar e não expor o que sente, é como guardar dinheiro embaixo do cochão, embora alguns saibão que possua, não podem pegar, pois é seu. O problema é quando for utilizar, pode ser que já não tenha mais valor. Pense sobre isso e boa sorte!

Achou legal? Discorda? Comente esta postagem.


Procure-me no Google, digite "Tallek Mox" ou "J.C.Hesse".
Minhas Publicações: http://clubedeautores.com.br/authors/40070
Abraço de seu futuro e eterno amigo,
J.C.Hesse

Um comentário:

Elisandra disse...

Concordo com você, eu sempre digo aos meus pais o que sinto, assim como a muitas pessoas que amo. Uma vez minha mãe pensou em se separar do meu pai e eu falei o que estava sentindo e o que achava da situação, foi tão bom tempos depois minha mãe dizer que foi bom escutar aquilo. Afinal os dois se amam, mas não costumam falar isso ou demonstrar. A poucos dias fui jantar com o caçula e ele me contou que minha mãe havia levantado uma manhã e dito: Eu te amo. Para o meu pai, e ele pergunto porque ela levou mais de 20 anos para falar isso. Meu marido é parecido com a minha mãe não fala eu te amo, mas no caso dele ele demonstra o que me deixa feliz. As vezes brinco com ele dizendo que ele só diz isso para os outros e pra mim não, mas sabemos que tudo esta no nosso olhar e gestos, e como sou parecidíssima com meu pai eu entendo meu marido, assim como ele entende minha mãe. Incrível como o passar das gerações vemos as mesmas situações e que nós podemos modificar uma pessoa com uma simples palavra, frase ou gesto de amor.

Dessa vez falei demais...rsrs...bem eu linkei seu blog lá no meu...se você observar meu banner rotativo chamado blogs que acompanho verá que esta lá....obrigado pela amizade, afinal se não tivesse me mandado um twitter não conheceria esse blog que ando amando visitar.

Ha JC...acho que daqui uns dias irei incorporar uma coluna nova no blog, chamada Links da Semana ou algo parecido, para meus leitores poderem visitar os posts que gosto...e quero lhe avisar que colocarei seu blog entre eles...Parabéns por cada uma de suas palavras, que fazem o seu blog ter um maravilhoso conteúdo para leitoras como eu.

Abraço de sua mais nova amiga elis!
http://amagiareal.blogspot.com/